Libertatia

October 16, 2008

X.Org and E17 packages for Ltib

Filed under: e17, english, ltib, profusion — messias @ 3:04 pm

Lately I’ve been working on Ltib (Linux Target Image Builder) in order to have Enjoy running on a demo iMX31 board here in ProFUSION. We’ve already published a few videos on youtube demoing our work here and here (more to follow soon), but so far the packages were scattered through different e-mails on the Ltib mailing list. But as of yesterday, Stuart Hughes merged those packages upstream and now it’s publicly available for all users of Ltib. Also, I’ve been given access to Ltib’s CVS and will be uploading more packages there soon (Enjoy and Illume are next on the list, already packaged and just in need of a few clean-ups).

If you are using Ltib and wish to test E17 (or just X.Org), here are the steps necessary (if you find anything missing from this guide or have any other suggestions, please do leave a comment here since this guide will probably be posted later on Ltib’s homepage) :

1) Update to the latest CVS version if you haven’t already.

2) If you’re going to install the Enlightenment packages, you’re going to need a few packages to be available on your host. Luckily you can just use Ltib to install them :

$ ./ltib –hostcf -p eet.spec
$ ./ltib –hostcf -p embryo.spec
$ ./ltib –hostcf -p evas.spec
$ ./ltib –hostcf -p ecore.spec
$ ./ltib –hostcf -p edje.spec

3) Run ‘./ltib –configure’, and inside Package List, there should be two new submenus, one for Enlightenment and one for X11. Choose the packages you wish to install. One package worth mentioning is Expedite, which can be easily used to benchmark your device and see if the installation was OK.

4) If you are going to run X.Org, you might need to patch xorg-server depending on your device’s supported display resolution (on CVS there is already a patch to add support for vga-portrait mode which is the default resolution for our test board, and I’m sending another patch soon to add support for WVGA).

5) Example of how to start X :

$ Xfbdev -screen 480×640 -mouse tslib,,device=/dev/input/ts0

6) Example of how to start Enlightenment :

$ DISPLAY=:0 enlightenment_start

Try it out and tell us if it worked well for you. Cheers.

October 7, 2008

Course on Python for S60

Filed under: english, profusion, pys60, python — messias @ 8:21 pm

Last week I gave a course on Python for S60 as part of the Mobility Week event in São Carlos, held on the USP (University of São Paulo) campus there. It was a 12 hour course, divided in three 4 hour sessions. Gustavo had already blogged about the event before here, so I’ll just add a few comments about how my course went.

The first day was just an introduction to development on cellphones, and since some of the people who were attending had never worked with Python before, I also gave a really fast Python introduction. We finished this first day with a few examples of software that were developed using pys60. When preparing the course, I wanted to find some really nice examples to show that Python enables people to quickly develop applications that were probably going to take at least a few weeks with C++ or JavaME. One really nice example I found was Cellphabet, a software that uses the Cell Tower information your cell phone provides to transform a path you walked into an english word (his post explains the design alot better than I possibly could in one sentence). Since the source code wasn’t available (it was hosted on a wiki that had to be taken offline due to spam), I contacted the author and he was quite happy that I was planning on using it as an example. We started talking and he asked me what I was going to tell them Cellphabet could be used for. When I replied that it could probably be used for security (which is one of the reasons he listed on his original post), he gave me an answer that completely took me by surprise :

Yes, that was one of my prime concerns, the other was romantic. If a
lover wrote his partner a message by walking for a few hours non-stop,
it would be saying a lot. So the message becomes ‘the medium’. It is
no longer a short message, it becomes a long message.

After ending the first day with this most romantic example, we spent the following session going over the Symbian API and doing small examples. Unfortunately we did not have test cellphones available, so people had to work with emulators.

The final day was open for each student to develop their own project. One of them has already been published, an wordpress tool for S60 devices (blog post in pt_BR here). Hopefully more will follow.

September 21, 2008

Do conceito de resignificação linguística

Filed under: misc — messias @ 11:15 pm

Uma das formas mais bonitas de se apreciar a evolução de uma língua é através de suas mudanças semânticas. Enquanto variações sintáticas são experimentadas diariamente, recebendo em geral uma demonstração de desgosto por aqueles que defendem o “bom português” (ou o “bom X”, para casos de nações falantes de X) e gerando discussões infinitas, variações semânticas em geral são absorvidas de forma mais fácil pela comunidade e conseguem demonstrar um sem-número de relações sociais, econômicas e religiosas, dentre outras.

É portanto extremamente interessante analisar (e não no sentido de “ato ou efeito de tornar anal”) a evolução de certos termos que, de forma talvez corriqueira demais, usamos sem maiores preocupações. Tomemos como primeiro exemplo o termo hacker (e deixo registrado aqui meu viés computeiro, caso não goste que não continue lendo). O primeiro registro que temos do uso hacker ligado com a área de computação [1] indica claramente que ele possuía um tom negativo. A comunidade de desenvolvedores que cresceu nos anos 60 e 70 começou depois a utilizar esse termo de forma positiva e autoreferente para, nos anos 80 e 90, engajarem uma grande tentativa de resignificação, atribuindo todo o sentido negativo ao termo cracker e tentando manter um senso de comunidade e subcultura que começava a ser violado com a popularização da Internet.

Outros exemplos abundam, como a resignificação do termo “nigger” [2] pela comunidade afro-americana estadunidense e a resignificação global do termo gay (passando de “alegre” [3] para ser usado como forma de se referenciar pejorativamente pessoas homossexuais [3] e posteriormente sendo apropriado pela comunidade homossexual).

Mas o que me motivou a escrever esta até o momento não violenta diatribe é que, durante anos, utilizei-me do termo pitéuzinho, conotando inocência pura e apreciação ingênua por membros do sexo oposto. Conotei, conotei mesmo, até o maldito dia em que, numa busca aleatória na Internet, confrontei-me com seu significado [4]. E, numa espiral de denotação, vi o engano que havia cometido tantas vezes e caí.

Meses negros tive em minha frente, pensando duas vezes antes de usar qualquer expressão, olhando com medo pelos becos linguísticos tremendo só de pensar no próximo deslize que estava fadado a cometer, e qual parte do meu ser seria a próxima a ser acusada violentamente de atrocidades verbais contra outrem.

Porém, após toda essa vigília, tomei uma decisão : não mais! Não mais ficarei parado, vítima de um significado antiquado, do qual o melhor que podemos falar no momento é que seu desuso e consequente obscuridade me salvou de várias situações de confronto e possíveis vexames. Inspirado em Humpty Dumpty (”When I use a word, it means just what I choose it to mean — neither more nor less.”), lanço agora a Campanha pela Resignificação do Pitéu, uma campanha que almeja plantar nos corações das pessoas o uso do termo pitéu (e também do mais popular pitéuzinho) como uma forma nobre de se referenciar a uma outra pessoa que foi considerada pelo emissor como digna de nota. Segue abaixo uma proposta inicial de logo para a campanha.

Logo da Campanha pela Ressignificação do Pitéu v1

[1] http://imranontech.com/2008/04/01/the-origin-of-hacker/

[2] http://en.wikipedia.org/wiki/Nigga

[3] http://en.wikipedia.org/wiki/Image:The_Gay_Divorcee_movie_poster.jpg

[4] http://pt.wiktionary.org/wiki/pit%C3%A9u

[5] Os fatos e eventos históricos relatados acima podem estar tanto corretos quanto completamente errados. Fica a critério do leitor a distinção.

September 5, 2008

Da passagem de texto para atuação

Filed under: shakespeare, theatre_review — messias @ 2:58 am

A peça Hamlet, montada por Aderbal Freire-Filho e largamente conhecida por ser estrelada pelo Capitão Nasc^H^H^H^H^H^H^H Wagner Moura, estreiou recentemente em São Paulo. Ignorando aspectos de atuação (embora posso soltar de leve aqui um wagner_moura++ e <mina que fez a ofélia>–, aliás, ela foi a única atuação que eu realmente não gostei na peça, mesmo ela tendo a grande vantagem de ser absurdamente bonita), o grande ponto negativo da peça, que impede qualquer pessoa que a tenha visto de realmente poder apreciar o quão boa ela poderia ser, foi a eliminação quase que total do personagem Fortinbras. Ora, se não é (sempre quis começar um parágrafo assim) Fortinbras que joga uma sombra de dúvida sobre todos os personagens que permanece durante toda a peça, com a ameaça de sua invasão do reino da Dinamarca. E se não é a sua chegada no final que revela aos espectadores que as mortes que abundam não foram totalmente em vão, atribuindo ainda a Hamlet o status de herói do povo.

Por quê não se pode deixar isso de lado, levando-se em conta restrições temporárias às quais a peça estava restrita (esta montagem teve aproximadamente três horas de duração, sendo que a última da qual eu tenho notícia aqui no Brasil teve seis horas [1]) ?

Há várias vertentes no teatro que defendem que a encenação não deve fazer nenhum tipo de alterações ao texto original e este, junto de seu autor, é colocado numa espécie de altar sagrado. Maeterlinck dizia :

A maioria dos grandes poemas da humanidade não foi feita para o palco. Lear, Hamlet, Otelo, Macbeth, Antônio e Cleópatra não podem ser representados, é perigoso vê-los em cena. Alguma coisa de Hamlet morreu para nós no dia em que o vimos morrer em cena. O fantasma de um ator deteriorou-o e não conseguimos mais afastar esse usurpador dos nossos sonhos. [2]

Ou podemos mesmo citar aqui o purismo de Jacques Copeau, defendendo que a “encenação deveria ser a arte, mais leve e sutil, de fazer faiscar todas as facetas de um belo texto” e rejeitando o que ele chamava de espetáculo espetacular.

Uma das quebras mais exemplares com esse textocentrismo vem das adaptações da obra de Tchecov feitas por Stanislavski [3], aonde após acusações de deturpação, através da encenação, de suas obras, Stanislavski se defende proclamando sua fidelidade às indicações cênicas de Tchecov, e tomando ai a posição não só de mero encenador, mas também de co-responsável pelo aspecto criativo do produto final, ou seja, do espetáculo (ou melhor, daquele espetáculo pontual, tendo-se em vista o caráter um tanto efêmero do resultado da obra teatral).

Mas aonde podemos observar isso num campo um tanto mais atual, se não na explosão quantitativa de adaptações de arte sequêncial[4] aos cinemas. Tomemos como primeiro exemplo o filme “300”, adaptado da obra de Frank Miller. Pode-se tomar três atitudes distintas ao se tentar avaliar esse filme :

  1. Ignorando a sua origem e analizando-o de forma isolada [5] (o que acaba sendo feito pela maioria das pessoas, já que o alcance do filme acredito tenha sido muito maior do que o da obra original).
  2. Levando-se em conta a sua origem porém também notando a as diferenças impostas pela apresentação cinematográfica.
  3. Como uma deturpação desnecessária de uma obra previamente perfeita.

TODO :

- continuar a analogia

- caso do V

- sair da analogia e voltar pra hamlet

- possivelmente rolar um rickroll

[1] Deve-se notar que foi feita pelo Zé Celso, também conhecido por fazer a versão de Os Sertões dividida em umas 4 partes, de 5 ou 6 horas cada, responsável por levar ao suícidio, pelo menos mental, de vários espectadores. Alguns mais de uma vez.

[2] La jeune Belgique, p 331.

[3] “Shove this”, Jay-Oh-Bee (trilha sonora do filme Office Space), música a qual estou ouvindo neste momento e que não tem relação alguma com o texto.

[4] Vulgarmente chamadas de Histórias em Quadrinhos.

[5] Neste momento meu celular resetou sozinho pela 5a ou 6a vez desde que iniciei a escrita do texto, fica aqui o registro de putidão (possível sic.) com a Nokia neste momento.

[6] http://www.xkcd.com/451/

August 28, 2008

Vínculo entre fama e spam

Filed under: spam — messias @ 8:16 am

Não sei exatamente se existe um realmente, mas os spams que listo abaixo claramente indicam que, pelo menos em alguns casos, ser uma celebridade na TV e nos jornais faz com que você também ganhe notoriedade no maravilhoso mundo das propagandas (não tão) indesejadas da Internet :

  • Paris Hilton to open rehab facility
  • Paris Hilton sextape : a CIA plot
  • Paris Hilton changes Amen to Gaymen
  • Paris Hilton finds God: God issues Denial
  • Paris Hilton declared one of the seven most unique wonders of the world
  • Cristiano Ronaldo disses Paris Hilton “Um louro mudo feio!”

Baseado num espaço amostral de usn 5 dias de spam, posso também dizer que Paris Hilton é 237% mais famosa do que a Britney Spears.

August 18, 2008

Conselho de Mulher - Adoniran Barbosa

Filed under: legumidade, lyrics — messias @ 2:58 pm

Progréssio, Progréssio

Eu sempre escuitei fala

Que o progréssio vem do trabaio

Então amanhã cedo nois vai trabaia

Progréssio

Quanto tempo nois perdeu na boemia

Sambando noite e dia

Cortando uma rama sem parar

Agora escuitando os conseio da mulhê

Amanhã vou trabaia

Se Deus quiser

(breque) Mas Deus não qué

August 4, 2008

Spam enquanto poesia

Filed under: poetry, spam — messias @ 1:31 am

Of tampering with sir bartholomew’s port glass? Which led
to the edge of the cliff, the scene inordinate greed for
life from greta, she had to this floor. He threw himself
down upon his too,’ i said, and he laughed and said he guessed
and become respectfully quiet. The talk of these money lender?
which one? I don’t know what you yesterdaythat time so many
midsummers ago, when through country of volcanic tufa and
red sand, good and early! I’d hate to have to eat ‘em all,
megillicuddy. Elspeth mcgillicuddy, agreed the he was not
merely contented with this strange about anything of that
kind. I remember that my the queen, thou art an ancient
courtierwhen didst to the shores of the mediterranean. He
was vigilant.

Lindo, simplesmente lindo. Infelizmente acredito que tenha sido gerado por computador, mas seria muito bom descobrir que na verdade isso foi escrito por um poeta anonimo (que de alguma forma queria me ensinar como transformar a minha ex-namorada em uma fuck-buddy, ou amiga com beneficios, na melhor traducao que eu consigo fazer no momento).

August 3, 2008

Sao Paulo

Filed under: misc, quote — messias @ 2:54 am

Vivendo e aprendendo. Lema da cidade de Sao Paulo : “Non ducor, duco”.

July 22, 2008

>=1 ano de blog, IRC quote epifânico pra comemorar

Filed under: quote — messias @ 2:04 am

<luisfelipe> pensa que a vida eh um jogo de soma zero
<luisfelipe> vc caiupinto pra outro poder subir

May 23, 2008

Black Night - Holly Golightly

Filed under: lyrics — messias @ 3:56 pm

Nobody cares about me
I don’t even have a friend
My baby doesn’t love me
When will my troubles end

Black night, black night is falling
Gee, how I hate to be alone
Yes, I’ve been crying for my baby
I guess another day is gone

I’ve got no one to talk to
To tell my troubles to
It don’t seem that I’m living since I lost you

My mother had troubles
My father had them too
My brother is down in Vietnam
And I don’t know what to do

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